Pesquisar este blog - MEDITAÇÃO - PALAVRA DE DEUS

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

"CARTAS VIVAS"

"Vós mesmos sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos." (2 cor 3.2) O apóstolo Paulo sempre enfrentou oposição contra si por causa do seu ministério e isso o fazia sofrer. É o que se percebe na leitura do capítulo 3 de 2ª aos corintios, quando Paulo reafirma sua autoridade apóstolica e defende o seu trabalho missionário junto aos gentios. Parece que havia um adversário, mal intencionado, fazendo falsas cartas de recomendação em nome do apóstolo Paulo, coisa que ele não fazia e nem aceitava. Por isso a declaração dele em 2 Cor 3.2,3. O apóstolo Paulo faz uma declaração que revela total confiança na obra que Deus fez através da vida dele entre os corintios (v.2) e um grande afeto por aquela igreja - "...escrita em nosso coração...(v.2)". A igreja dos coríntios era uma obra da graça de Deus na qual Ele havia usado Paulo e seus companheiros de trabalho. A igreja dos coríntios era uma "carta viva", "escrita não com tinta, mas pelo Espírito do próprio Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em corações de carne." (v.3). Os resultados observáveis na vida dos cristãos corintios referendavam e autenticavam a veracidade, o valor e o impacto do ministério do apóstolo Paulo. Então ele não precisa de outro tipo de referência para o recomendar como apóstolo e pregador do Evangelho da graça de Deus que o capacitou para pregar a nova aliança em Cristo. Paulo nos ensina duas lições muito preciosas: 1. A maior e mais eficiente referência de ministério é sem dúvida nenhuma a igreja do Senhor Jesus Cristo. Quando uma igreja é fiel ao Senhor e aos principios da Sua Santa Palavra, ela se torna testemunha verdadeira do mover do Evangelho de Cristo Jesus na vida do seu ministro. Então ela pode ser chamada de "carta viva", "carta de Cristo"; 2. Paulo confiava plenamente em Deus e sempre se manteve fiel ao Evangelho da graça do Senhor. Sua pregação e seu testemunho eram, sempre, sem torno desse princípio - "Foi ele (Deus) que também nos capacitou para sermos ministros da nova aliança..."(v.6)." O apóstolo Paulo ensina que quem abraça o ministério pastoral confiando na Graça do Senhor Jesus será capacitado diretamente pelo Espírito Santo de Deus para ser "ministro da nova aliança" e a própria igreja será testemunha disso. Somos "cartas vivas" do Senhor Jesus. Que assim seja na vida de todos nós. Amém.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

"NOSSA CONSOLAÇÃO"

"...Pai das misericórdias e Deus de toda a consolação." (2 Cor 1.3) A segunda carta de Paulo aos coríntios parece ter um "tom" de justificação devido a algum tipo de insatisfação por parte daquela igreja embora não saibamos o que é, exatamente. Por causa do contexto dos dois capítulos iniciais, podemos levantar duas hipóteses: (a) Sua primeira carta, que foi uma exortação pesada, pode ter causado conflito dentro da igreja; (b) Talvez a sua decisão de não mais visitar a igreja tenha contrariado alguns e por isso ele se justifica (2 Cor 2.1). Entretanto temos aqui algo tremendamente valoroso para nossas vidas. A gratidão do apóstolo Paulo a Deus pela consolação que o Senhor opera na vida dele, mesmo diante dos sofrimentos - "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo (...) que nos consola em toda a tribulação..."(2 Cor 2.3,4). Paulo louva e exalta ao Deus que nos consola por meio de Cristo Jesus. Há alguns preciosos ensinos aqui: 1º - Deus é Deus de misericórdia e de consolação. Temos um Pai compassivo, que nos encoraja e fortalece em toda a tribulação e em meio às lutas; 2º - A consolação que recebemos de Deus chega até nós, transbordante por meio de Cristo Jesus. Essa experiência nos torna perseverantes e cheios de esperança e, por isso não nos esmorecemos no meio das lutas; 3º - Somos consolados por Deus para que na consolação que recebemos dele, possamos consolar os que estão desconsolados. Essas coisas resultam em um verdadeiro testemunho de fé e esperança em Deus na vida do cristão e revelam a fidelidade de Deus no cumprimento das suas promessas para conosco. Você crê nisso? Quantos dizem Amém?

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

"UM NOVO CORPO"

"O primeiro homem foi feito do pó da terra; o segundo homem é do céu." (1 Cor 15.47) Alguns crentes da igreja dos coríntios negavam tanto a ressurreição do corpo quanto a ressurreição como acontecimento futuro e, para responder a eles, o apóstolo Paulo insiste na ressurreição passada de Jesus em um corpo transformado (novo), e na ressurreição futura dos crentes em corpos transformados (novos), assim como aconteceu com Jesus. O apóstolo crê que o próprio Jesus, enquanto em sua condição humana, foi levantado dos mortos por um ato sobrenatural de Deus porque a imortalidade não é atribuição dada a natureza humana. Tanto a cruz de Cristo quanto a sua ressurreição estão intimamente ligadas em Deus e só Ele pode garantir a nossa ressurreição assim como garantiu a do Senhor Jesus. O apóstolo Paulo considera a morte inimiga do homem (ver 1 Cor 15.26). Por isso ele usa a expressão "sono" para referir-se ao período entre a morte dos justos (crentes) e a volta de Jesus, lembrando que a morte já foi vencida pelo Senhor e por isso ela se tornou apenas um "sono" para os seus redimidos por ele (Jesus). A ressurreição de Cristo é o selo da garantia que a nossa fé e a nossa pregação não são vãs, porque a morte foi derrotada pelo nosso Mestre e nos foi dada, através dele e de sua ressurreição a certeza da redenção, da nossa justificação e da vida eterna (1Cor 15.57). Negar a ressurreição é negar o poder para a salvação de todos aquele que nEle (em Deus) crê (Rm 1.16). A ressurreição de Cristo é uma garantia e segurança da nossa tambem. O Cristo ressurreto, em certo sentido, inaugurou uma nova humanidade, os remidos, os que estão nele mediante a fé. O corpo que será ressuscitado será um corpo espiritual, vitalizado pelo Espírito Santo de Deus e apropriado para estar na presença dele na era futura. O corpo físico pertence a todos os homens. O corpo espiritual aos homens redimidos. Há um corpo novo preparado para cada um de nós, mas a pessoa nesse corpo espiritual é a mesma. Totalmente transformada. Assim como foi com Jesus, que teve seu corpo glorificado após sua ressurreição.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

"O MELHOR DOM"

"... já que estais desejosos de dons espirituais, procurai desenvolver os que servem para a edificação da igreja." (1 Cor 14.12) Ao falar de dons o apóstolo Paulo nos dá uma orientação principal da vida cristã acerca deles, que é o amor acima de tudo. O mais importante da vida é oferecê-la para o serviço do amor cristão. Sem esse amor dom nenhum faz sentido na vida de um crente ou de uma igreja. Em 1 Cor 14 o apóstolo destaca dois de todos os dons citados por ele antes. São eles: o dom de linguas e o dom de profecia. Paulo destaca o dom da profecia e o "enaltece", por sua importância e o seu valor no contexto da vida da igreja em um todo. O dom da profecia torna possível a proclamação da revelação sob a orientação do Espírito Santo e baseada na Palavra de Deus. A pessoa que profetiza empenha-se em um ato que tem valor espiritual para os outros crentes porque os estimula, os consola, conforta e encoraja. A profecia enriquece espiritualmente a igreja e expressa a vontade de Deus para todos. Por causa do seu propósito final, o apóstolo Paulo considera o dom da profecia mais importante do que o dom de línguas. A respeito do dom de línguas ele menciona que é uma experiência de "enunciação extática ininteligivel" para a igreja, porque é algo pessoal - "o que fala em línguas edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja." (14.4). E se não houver intérprete, ninguem fica sabendo o que o outro disse. Quem fala em línguas dirige-se a Deus em uma experiência pessoal e individual, que só Deus pode entender. O falar em línguas produz alimento, nutrição e devoção pessoal, além de promover uma experiência excepcionalmente emocional, mas com a exclusão da mente, no que diz respeito ao coletivo. Paulo não proíbe o dom de línguas, mas recomenda que os que desejam dons espirituais devem buscar aqueles que edifiquem a igreja do Senhor Jesus, o que não é, exatamente, o caso do dom de línguas. Bem. Seja qual fôr o seu dom seja feliz com ele, mas lembre-se que Deus quer que você tenha dons que edifiquem a igreja dEle. A propósito: você tem dons? quais são? como você os usa?

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

"O CAMINHO DO AMOR"

"Portanto, agora permanecem estes três: a fé, a esperança e o amor. Mas o maior deles é o amor." (1 Cor 13.13) Neste capítulo o apóstolo Paulo nos dá uma bela lição a respeito do verdadeiro amor e as suas perspectivas. Em primeira mão ele ensina que todas as coisas precisam ser feitas com amor. Se não tivermos amor no "fazer as coisas" faremos muito barulho, mas vamos ficar apenas nisso. Há muitos à nossa volta que agem assim. Gostam de fazer muitas coisas boas, mas tocam trombetas, sinos, e tudo para se auto-promoverem. Isso é como ser o sino que tine. Isso não representa necessáriamente amor, na essência da palavra. O amor é paciente, é do bem; não é invejoso, não é esnobe; não se impõe sobre os outros, não é indecente; não é egoísta; não se enfurece e nem guarda ressentimento; não se alegra com a injustiça, mas fica feliz com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Responda a essa pergunta: quantas dessas coisas você cultiva em sua vida diáriamente? Todas? 50%? Quase nenhuma delas? Seja qual fôr a sua resposta, aqui cabe uma reflexão: nenhum de nós já conseguiu atingir 100% dessa proposta do apóstolo Paulo a respeito do amor. Esse amor é "ágape" - palavra grega para "amor perfeito". Esse amor se refere ao de Jesus. Ele se deu na cruz por nossa causa e a única coisa que nos pediu foi que acreditássemos nele. O apóstolo Paulo comenta ainda que agora conhecemos em parte, mas depois conheceremos totalmente. A essência desse amor é alcançada através da vivência constante dos ensinos de Jesus. É preciso uma vida intensamente apegada a Jesus para que possamos conhecer esse amor "ágape". Que o Senhor nos dê forças e condições para conhecermos esse amor profundamente e o vivermos intensamente.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

"...NÃO PRECISO DE VOCÊ..."

"E o olho não pode dizer à mão: não tenho necessidade de ti; nem ainda a cabeça dizer aos pés: não tenho necessidade de voces." (1 Cor 12.21) Essa é uma das coisas que definitivamente não podem acontecer com a igreja do Senhor Jesus. Ninguém consegue caminhar de maneira saudável se estiver sozinho. E não é diferente no contexto da igreja. Nela há uma necessidade enorme de companheirismo e compartilhamento entre os crentes. Qualquer crente que queira seguir em frente não pode pensar que tem condições de caminhar sozinho. No capítulo 12 de 1 Corintios o apóstolo Paulo nos ensina a respeito da unidade da igreja. Precisamos ser unidos. Por quê? - "...todos fomos batizados em um só Espírito para sermos um só..." (v.13). Ele compara a igreja ao corpo humano e destaca a interdependência dos seus membros, independente da posição que ocupem. Pé ou mão; olho ou boa; todos são igualmente importantes e necessários no corpo, dentro de funções específicas. Cristo é a cabeça da igreja e nós os membros desse corpo lindo. "Vós sois o corpo de Cristo e, individualmente, membros desse corpo.(1 Cor 12.27). O apóstolo Paulo apresenta uma lista (vv.28-30) mas a começa dizendo: "...Deus designou..." Então é Deus quem manda em tudo. No nosso corpo e na igreja. Aí concluimos que se Deus nos colocou em uma igreja como pastores, presbiteros, diáconos, líderes dessa ou daquela área dentro da igreja, devemos ser gratos a Ele e, com alegria, temor e tremor e humildade, servir à igreja onde estamos felizes por causa do privilégio que Ele nos deu. Trabalhe com alegria em sua igreja, independente do dom que tenha, da atividade que exerça, mas busque crescimento espiritual porque "...um só Espírito realiza todas essas coisas, distribuindo-as individualmente conforme deseja." (1 Cor 12.11)

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

"QUAL É O SEU DOM"?

"Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para benefício comum." (1 Cor 12.7) O apóstolo Paulo se refere especificamente às diversas formas pelas quais experimentamos a realidade espiritual. Havia entre os corintios uma obcessão pelas coisas sobrenaturais porque antes de conhecerem o Evangelho de Jesus eles viviam experiências místicas e mitológicas do paganismo grego que imperava nas cidades da Grécia antiga. Os crentes coríntios que antes eram pagãos ainda traziam algum comportamento resultante dessa influência e de sua inexperiência na vida cristã. O apóstolo os orienta e adverte para que não se confundam com as coisas. Qualquer que fôsse a experiência anterior deles, agora eram novas criaturas e suas experiências são com o Espírito Santo de Deus e quem vive debaixo da "ação do Espírito Santo" glorifica ao Senhor Jesus e confessa ele como Senhor e Filho de Deus (1 Cor 12.3). A diversidade de dons, de ministérios e de realizações é obra somente do Espírito Santo e ninguém mais tem esse poder. Ele faz isso para a capacitação de cada crente e da igreja para a missão de pregar o Evangelho tão somente. Não tem nada de místico, misterioso ou mitológico. Os dons são "presentes de Deus para a sua igreja, segundo o Seu amor". Sabedoria, conhecimento, fé, cura, milagres, profecia, discernimento espiritual, variedade e interpretação de línguas, são o resultado da Graça de Deus agindo em favor dos Seus filhos amados, concedido a todos. Não é privilégio de mais "santos" ou supostamente "poderosos". Os dons são para toda a igreja, segundo a vontade de Deus e para o bem comum da igreja. Seja qual fôr o dom que Deus lhe tenha dado, use-o para ser benção na tua igreja, viu? Cuidado com o orgulho e a vaidade, porque isso é pecado. Deixa Deus te usar através do dom que Ele te deu para abençoar a igreja onde ele te colocou. Amém??